BENVINDO AO SÍTIO ÁGUA DA RAINHA !

Seja sempre benvindo ao Sitio! Em São Francisco de Paula vá até o Lago São Bernardo e siga pela estrada que passa por trás do Hotel Cavalinho Branco. Essa estrada pavimentada termina quando encontra a Estrada da Serra Velha, que é uma estrada rural de terra. Tome à esquerda a Estrada da Serra Velha e siga em frente até a próxima bifurcação, depois do sítio RINCÃO DAS CABRITAS numa curva em descida. Siga à esquerda novamente e vai encontrar a entrada do Sítio após uma curva à direita. Clique na aba LOCALIZAÇÃO abaixo e veja na foto aérea as marcações da estrada. Para conhecer o Sítio pela Internet clique aqui e acesse nosso site.

BOIA CAMPEIRA - FESTA TÍPICA DA COMUNIDADE DE S FRANCICO DE PAULA

Ainda no dia 31 de julho, vai acontecer o “entrevero dos amigos” para uma “bóia campeira”, entenda-se, uma janta com as comidas típicas das fazendas dos Campos de Cima da Serra, muitos pratos baseados no charque, que foi alimento dos tropeiros pois se conserva durante os muitos dias das viagens.

Feijão com charque, arroz com charque, charque assado, cozido com batatas, passoca com pinhão, entre outras especialidades, e ao final a doçaria campeira como a ambrosia e o arroz de leite serão servidos.

A festança continua com grande baile à gaúcha no CTG Rodeio Serrano, este animado pelo conjunto Marca de Campo www.marcadecampo.com.br

Reservas com Paulo Marques, tel (54)3244-2785 a R$ 35,00 por pessoa.

São Francisco de Paula - Inverno na Serra Gaucha

Ao amanhecer encontramos os campos assim, brancos da geada da madrugada ...


... com as corucacas e outros animais silvestres em sua eterna busca do alimento ...


... enquano no galpão, uma nova vida se inicia!

O INVERNO CHEGOU!

Com esta queda de temperatura muito intensa e muito rápida, tivemos que alimentar os beija-flores no Sítio.

Embora resistentes pois conseguem sobreviver abaixando a temperatura corporal e assim consumindo menos energia, suas fontes de alimento rareiam no inverno.


Este nos agradece pousando docilmente para a fotografia na tela da cerca.
















O prazer de se aquecer, já de papinho cheio, no sol morno do inverno no Sítio!
A beleza do furta-cor da plumagem em pleno inverno!

GILA - O MONSTRO DE GILA

Este post decorre da nossa pesquisa sobre a gila, essa fruta que agora já sabemos é uma abóbora, originária de Portugal e bastante conhecida por aqui, em nossa Região Serrana.

Pois não é o mesmo nome de um réptil, um lagarto, endêmico dos desertos do sudoeste norte-americano e do México? Vejam também a importancia da preservação da natureza e da biodoversidade: através de pesquisas com esse lagarto descobriu-se uma substância para o tratamento do diabetes que dispensa os tratamentos com a insulina.

"O maior lagarto dos EUA, o Monstro de Gila, é um dos únicos lagartos venenosos que existem no mundo atualmente. Pode ser encontrado no sudoeste americano e no deserto do México e, apesar de venenoso, parece não considerar o homem parte do seu cardápio.
Dizem os especialistas que é fácil evitar o ataque do Monstro de Gila, pois o réptil é desajeitado, anda devagar e pode ser visto de longe. Seu corpo é coberto de escamas brilhantes, que formam desenhos em amarelo e preto, e ele se alimenta de pequenas aves, roedores, lagartos menores, ovos e animais recém-nascidos.
Para encontrar ninhos e tocas, o lagarto passa a língua no chão, para frente e para trás, levando pequenas porções de matéria até um órgão olfativo que tem no céu da boca, assim como as serpentes.
Na primavera, acumula gordura na cauda, que serve de reserva para praticamente todo o restante do ano, visto que o Monstro de Gila passa a maior parte de sua vida no subsolo hibernando.
No início da década de 90, pesquisadores na área de diabetes descobriram que um hormônio do Monstro de Gila, chamado exendina-4, age de maneira similar ao hormônio digestivo encontrado em humanos, conhecido por GLP-1, mas com o benefício de durar por um tempo ainda maior no organismo. Nos humanos, o GLP-1 tem um papel crucial no controle da quantidade de glicose no organismo, algo diretamente afetado no desenvolvimento do diabetes tipo 2.
Com base nesta descoberta, foi desenvolvida uma versão sintética do hormônio do lagarto, chamada exenatida, cujo nome comercial é Byetta, para o tratamento do diabetes tipo 2. Desde que o Byetta foi lançado, em junho de 2005, mais de 1 milhão de pacientes diabéticos já se beneficiaram do produto.

Características do Monstro de Gila:
Nome Científico: Heloderma suspectum
Família: Helodermatidae
Origem: Estados Unidos e México
Comprimento: 80 cm.
Peso: 1.300kg.
Ovos: 3 a 5 por vez
Período de incubação: 1 mês
Comprimento da cauda: 10 cm
Hábitos: noturno e terrestre
Habitat: regiões desérticas
Expectativa de vida: 20 a 30 anos"

Fonte: Wikipedia

Interessante é que o lagarto é da Amérca e a nossa Gila, de Portugal, mas que as pintinhas do corpo do bicho lembram a fruta isso lembram, não é?

GILA - BOLO DE AMÊNDOAS COM GILA

A partir do doce da gila cuja receita está no post anterior faz-se este bolo:

Bolo de Gila e Amêndoa



250 g de açúcar
250 g de amêndoa ralada
125 g de doce de gila (em frascos)
2 gemas e 3 ovos


Misturar tudo e deitar numa fôrma sem chaminé, untada com margarina, forrada com papel vegetal, e, novamente com manteiga, não sendo necessário farinha para polvilhar. Vai ao forno médio, a 160º C, cerca de 30 minutos.
Este bolo tem a particularidade de se conservar por bastante tempo sem se estragar. Tem a textura de pudim.

... E BOM APETITE!

GILA - DOCE DE ABÓBORA GILA

A Festa da Gila me motivou a pesquisar na Internet sobre essa fruta que é bem típica da nossa região dos Campos de Cima da Serra.

Esta receita encontrei em um site portugues o PetitChef   para o qual ficam os créditos do texto e das fotos

DOCE DE ABÓBORA GILA




É um doce muito apreciado aqui no Algarve e utilizado como componente numa grande variedade de bolos e doçaria tradicional. Com a aproximação do Natal e sendo meu hábito fazer azevias de batata-doce, e de grão, resolvi este ano, juntar um pouco de gila (ou será chila?) ao recheio destes pastéis.


Assim, pedi uma abóbora à minha vizinha Gabriela que tem uma enorme plantação delas. E se hão-de ir todas prós porcos, aproveito-as eu também.

Há uma condição essencial para o sucesso desta operação. NÃO CORTAR A ABÓBORA COM FACAS METÁLICAS. Nem utilizar qualquer tipo de objecto metálico, porque o doce vai ficar com um horrível sabor. Então bate-se com a abóbora em cima do tampo de uma bancada de pedra ou madeira. Podemos metê-la dentro de um saco e atirar com ela ao chão até que parta. Depois apenas com as mãos, retirar as sementes que são umas pevides negras e a "tripa" que é a parte amarela e também confere mau sabor. Parte-se em pedaços com a casca (na abóbora que eu utilizei, dado o grau de maturação, a casca soltou-se facilmente), lavam-se muito bem até deixar de fazer espuma e cozem-se em água com sal durante cerca de 15 minutos. Depois de frio, retira-se a casca e, com os dedos desfiam-se muito bem todos os pedaços da abóbora, deixando-os mergulhados em água fria até ao dia seguinte.



Escorre-se toda a água sem espremer os fios de abóbora. Pesam-se, e num tacho, metem-se ao lume o mesmo peso de açúcar, um pau de canela, raspa de limão e água (não muita. Para 1kg de açúcar cerca de 1/2 l de água). Quando a calda espessar um pouco, juntam-se os fios da abóbora e vão-se mexendo até que a água evapore quase toda.

Fiz este doce com menos peso de açúcar do que o peso da abóbora. Não posso abusar das coisas doces. Claro que assim não se conserva durante muito tempo, mas como nesta casa os doces voam, não há problema.

Esterilizam-se os frascos e as respectivas tampas (sem estarem a tapar os ditos, como parece ser lógico) em água a ferver durante cerca de meia-hora, enchemo-los com o doce e mantemo-los na água para que aqueçam em banho-maria, com a tampa mal enroscada para que possa sair o ar, sem permitir a entrada da água cujo nível deve estar um pouco abaixo da boca dos frascos. Esta operação serve para aquecer o doce o mais possivel. Cortam-se rodelas de papel vegetal com diâmetro um pouco inferior aos dos frascos, embebemo-las em álcool e tapamos com elas, o doce, fechamos hermeticamente os frascos, que se mergulham com a tampa voltada para baixo durante alguns minutos na água fervente. Retiramos os frascos e deixamo-los à temperatura ambiente. Ao arrefecer será criado algum vácuo dentro destes, o que permite uma maior durabilidade do doce.


... E BOM APETITE!

FESTA DA GILA EM BOM JESUS

BOM JESUS é uma cidade serrana das mais antigas e tradicionais, situada entre a região dos Aparados da Serra e a cidade de Vacaria. Embora um tanto distante de S Francisco de Paula, vai aqui a divulgação do próximo evento da Festa da Gila nos dias 15 a 18 próximos. 



As informações a seguir retirei do site da festa que tem mais detalhes da programação, receittas com essa fruta e outras curiosidades.

"A gila é uma fruta de origem portuguesa e foi levada à região dos Campos de Cima da Serra pelos tropeiros. Externamente o fruto assemelha-se à melancia. Sua polpa é macia, fibrosa, branca e levemente adocicada. Possui muitas sementes de cor preta e achatadas. A casca tem cerca de 3 mm de espessura. Na região dos Campos de Cima da Serra, a gila é muito utilizada no preparo de doces em calda, cristalizados, folheados e também em pratos salgados, como lasanhas, empadas e saladas."

Uma fruta semelhante à gila, o melão squash, foi moda nos grandes centros, Rio e S Paulo, há alguns anos atrás e era apresentada como um espaguete vegetal. Na ocasião era importada, e muitos restaurantes sofisticados desenvolveram pratos com ela, em geral à semelhança de massas.