BENVINDO AO SÍTIO ÁGUA DA RAINHA !

Seja sempre benvindo ao Sitio! Em São Francisco de Paula vá até o Lago São Bernardo e siga pela estrada que passa por trás do Hotel Cavalinho Branco. Essa estrada pavimentada termina quando encontra a Estrada da Serra Velha, que é uma estrada rural de terra. Tome à esquerda a Estrada da Serra Velha e siga em frente até a próxima bifurcação, depois do sítio RINCÃO DAS CABRITAS numa curva em descida. Siga à esquerda novamente e vai encontrar a entrada do Sítio após uma curva à direita. Clique na aba LOCALIZAÇÃO abaixo e veja na foto aérea as marcações da estrada. Para conhecer o Sítio pela Internet clique aqui e acesse nosso site.

Molho Caprese para uma salada de massa

Tomates
Manjericão, só as folhas, graúdas
Alho
Azeite de oliva extra-virgem
Sal
Mozzarela de búfala

Descarte as sementes dos tomates e pique em cubos.;
Retire o núcleo do alho para evitar sabor amargo e pique bem miúdo (não esmague);
Misture tomate, alho e folhas de manjericão;
Tempere com sal e regue com azeite.
Deixe descansar por duas horas.

Use este molho frio em uma salada de massa, acrsecentando a mozzarela picada em cubos na hora. Use uma massa curta como pene liscie, farfalle ou ruote.

Se quiser em um prato quente, como um spaghetti ou talharim, aqueça o molho em banho-maria para que os ingredientes não se cozinhem.

Cuzcuz - como conhecemos nos Campos de Cima da Serra

O cuzcuz é uma comida mundial?

Em Paris, e por extensão em grande parte do mundo, encontramos dezenas de estabelecimentos especializados em "couscous". Trata-se do "couscous" marroquino feito com base em sêmola de trigo duro que para tanto tem uma moagem especial mais grossa. É um prato salgado com uma variedade de sabores que são os demais componentes da receita: frutos do mar, carnes, legumes etc ...

No Rio de Janeiro vende-se pelas ruas um cuzcuz feito com base na tapioca (goma da mandioca ralada e fermentada), côco e coberto com leite condensado. É um doce muito apreciado nos dias de praia.

Em nossa Região Serrana o cuzcuz não é um prato em si. Feito à base de farinha de milho, cozida no vapor, não é nem doce nem salgado, um acompanhamento para qualquer outra comida, mas sobretudo na primeira refeição do dia para dar "sustância" a quem vai enfrentar a pesada lida com o gado no campo e no frio.

Vamos a como fazer:

Tenha uma panela com tampa com um pouco de água fervente.

Umedeça um pouco de farinha de milho moída fino com água fresca. Disponha sobre um pano-de-prato limpo formando uma bola achatada.

Coloque a tampa da panela sobre a massa de farinha de milho umedecida e amarre as pontas do pano por cima de modo que a massa fique por baixo como em um saco.

Agora coloque a tampa na panela. A massa de farinha de milho vai receber o vapor da água fervente e cozinhar. Isso pode demorar meia hora ou mais.

Retire a massa cozida e vc terá o nosso cuzcuz, parecido com uma farofa grossa, a ser servido com qualquer acompanhamento.

Há os que colocam uma porção no prato de sopa e cobrem com leite gordo cozido, temperando com açúcar amarelo.

Outros acompanham linguiças caseiras fritas ou assadas no forninho do fogão de lenha aproveitando o calor restante depois que se apaga o fogo antes de ir dormir.

Tudo regado com um bom café preto ou um camargo, que é o leite da vaca tirado diretamente na caneca onde se têm uma café bem forte.

Meu pai que era da região da Campanha do Rio Grande do Sul fazia, quando éramos crianças, esse cuzcuz de milho. Também encontrei no Nordeste Brasileiro o cuzcuz feito da mesma maneira que a nossa, evidenciando que não é uma comida exclusivamente regional. E, ainda há pouco tempo, encontrava-se à venda as cuzcuzeiras, feitas industrialmente em alumínio, panelas especiais para cozinhar em vapor.

Mas evidentemente o hábito do cuzcuz está se tornando apenas uma curiosidade, substituído pelo pão, comprado na padaria ou no supermercado ou feito em casa, até com máquinas automáticas que obedecem a uma programação feita na véspera e nos acordam com cheirinho de pão fresco em nossa cozinha sem qualquer esforço!

Projeto Turístico Rota dos Tropeiros

Participamos do Projeto do Desenvolvimento Turístico Rota dos Tropeiros das prefeituras dos municípios de Bom Jesus, Cambará do Sul, Jaquirana, São Francisco de Paula, São José dos Ausentes e Vacaria com a coordenção técnica do SEBRAE.

Breve vamos postar matérias sobre este ciclo histórico do Brasil através d qual o Rio Grande do Sul foi integrado à Nacionalidade.

Sopa creme de batatas

Comece com um bom caldo de galinha:
2 coxas e sobre-coxas sem as peles
1 cebola grande. Espete uns cravos-da-índia na cebola
1 nabo
1 alho porro bem lavado. Pode utilizar inclusive as folhas
1 talo de 1 folha de aipo
4 dentes de alho pelados
2 litros de água
Grãos de pimenta-do-reino

Cozinhe tudo na panela de pressão por 40 minutos. Retire as carnes que podem ser aproveitadas em outra preparação. Passe o caldo por uma peneira ou chinois espremendo bem os legumes. Descarte os legumes.

Vamos à sopa.
1 kg de batatas-inglesas descascadas
1/2 litro de creme de leite ou nata-batida
Salsa picadinha
50 g de queijo parmesão ralado

Corrija o tempero do caldo e cozinhe as batatas até bem macias. Se necessário pode acrescentar mais água. Retire e passe no espremedor. Reponha no caldo e aqueça até levantar a fervura. Acrescente o queijo mexendo para que se funda e incorpore.
Acrescente o creme de leite mexendo devagar para homogeneizar.
Corrija novamente o tempero e sirva bem quente com a salsa por cima para decorar.
Acompanha um bom pão fresco ou torradas.

Ragù alla bolognese

400 g de carne de porco magra
400 g de carne vacum (músculo)
200 g concentrado de tomate (ou o dobro de suco de tomate feito em casa)
150 ml vinho tinto
80 g cebola
50 g toucinho
50g manteiga
40 g cenoura
30 g aipo
salsa
folhas de sálvia
folhas de manjericão
10 g funghi porcini seco
sal, pimenta do reino

Colocar os funghi secos em água morna.

Limpar as ervas e preparar uma mistura batidinha com o toucinho triturado e um triturado finíssimo com cebola, cenoura e aipo. Refogar com a manteiga.

Juntar as carnes em cubinhos e dourar em fogo baixo. Deglassar com um poco de vinho e juntar o concentrado de tomate e os funghi picados.

Depois de alguns minutos, banhar com o vinho e cozinhar por uma hora. Deve ficar suculento e tenro, se necessário, juntar caldo.

Ao final, corrigir sal e pimenta.

Fonte: ICIF – ITALIAN CULINARY INSTITUTE FOR FOREIGNERS, PROF SERGIO ZANETTI

Entre os parênteses, as minhas observações

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Tipos de massa: Penne

Massa curta, furada, pontas cortadas em viés; indicada com molhos cremosos ou a base de tomate ou bolonhesa ou linguiça, com alecrim, oregano e salvia; com molho frio de tomate, alho e manjericão pode ser uma entrada fria acompanhando salada verde. É a base do clássico Penne à la Arrabiata (molho de tomates, bacon condimentado com pimenta vermelha). Se aprecia sabores do mar experimente com anchovas, cebolas e tomatinhos tipo cereja que é uma receita típica mediterrânea.

A lenda do Gritador

Na região existe uma lenda sobre um homem que, por maltratar a própria mãe a ponto de provocar-lhe a morte, foi por ela amaldiçoado, condenado a eternamente vagar pelos campos e matos sem jamais encontrar o caminho de casa, gritando por socorro.

Conheça um pouco desta lenda e saiba sobre o curta metragem com este tema clicando aqui http://www.ogritador.com.br/

Veja o filme no Youtube
aqui http://www.youtube.com/watch?v=bJjKaj-RsOc a primeira parte e
aqui http://www.youtube.com/watch?v=U9OanaoYLTo a segunda!

Churrasco de charque e farofa de pinhão

Esta receita está no Blog Na Cozinha da Bete. Conheça mais:

Ingredientes
1kg de charque gordo
500g de pinhão cozido e descascado
1 fio de azeite de oliva
1 cebola picada
3 dentes de alho
tempero verde
azeitona picadinha
2 ovos cozidos
farinha de mandioca

Modo de fazer
1. Afervente o charque por 2 vezes, trocando a água.
2. Espete o charque e leve à churrasqueira por 30min.
3. A temperatura do fogo deve ser alta, sem chamas.
4. Enquanto isso, prepare a farofa com os pinhões já cozidos, descascados e picados.
5. Aqueça um fio de azeite de oliva e doure a cebola e o alho picadinhos.
6. Junte o pinhão, as azeitonas picadas e farinha de mandioca, mexendo até que fique uma farofa úmida.
7. Adicione o tempero verde e o ovo cozido picado e mexa rapidamente.
8. Sirva o charque em fatias grossas, acompanhadas da farofa.

Borboletinhas com brócolis, azeitona e queijo serrano

Publicado por José Hugo Celidôneo, Jornal O Globo

Com adaptação ao queijo serrano

Ingredientes:
400 gramas de borboletinha ou outra massa de sua preferência;
4 colheres (de sopa) de azeite extravirgem;
3 dentes de alho espremidos (opcional);
1 colher (de sobremesa) de casca de limão ralada;
1 colher (de sobremesa) de suco de limão;
sal, o quanto baste;
1 pitada de pimenta vermelha fresca picadinha sem as sementes;
1 e 1/2 brócolis americano;
20 azeitonas verdes sem caroço, cada uma cortada em 4 partes;
2 colheres (de sopa) de salsinha picada;
150 gramas de queijo serrano e ralado na parte grossa do ralador

Lave bem e corte o brócolis em fatias, no sentido do comprimento, de aproximadamente 1 centímetro de espessura.

Coloque 3 a 4 litros de água para ferver. Quando ferver, junte 1 colher (de sopa) de sal e a massa, mexendo para separar. Cozinhe conforme as instruções do fabricante. Escorra e volte a massa para a panela.

Enquanto a massa estiver cozinhando, misture numa panela ou numa frigideira antiaderente: 2 colheres de azeite, alho, raspas de limão, sal, pimenta vermelha. Leve a fogo de médio para alto, mexendo sempre, cerca de 2 minutos. Aumente o fogo, junte o brócolis cortado e 100 ml de água.

Deixe cozinhando até a água evaporar e o brócolis estiver macio (cerca de 8 minutos). Acrescente as azeitonas e a salsinha. Junte a mistura de brócolis, as 2 colheres remanescentes de azeite e o suco de limão à massa. Misture bem, distribua entre os pratos e esparrame o queijo-de-minas sobre cada um.

Nota: Esta é uma receita rápida e abrasileirada: toda a preparação poderá ser feita enquanto a massa cozinha e o queijo serrano dá um toque da nossa região.

Rendimento: Para quatro pessoas como prato único ou seis como entrada.

Bucatini

Massa longa, um pouco menor que o spaghetti, porém furada com paredes finas; combina com molhos densos realçando seus aromas como o Molho Amatriciana (tomate, bacon e pimenta vermelha). Igualmente saborosa com molho de tomate, de vegetais e queijos derretidos.

Molho Básico de Tomates

Receita publicada por Hugo Celidôneo no jornal O Globo

5kg de tomates bem maduros,
3 Cebolas graúdas;
5 Cebolinhas verdes;
5 ramos de salsa;
2 folhas de louro;
3 dentes de alho graúdos;
3 colheres (de sopa) de azeite;
1 colher (de cha) de sal;
1 colher (de cafe) de açúcar (opcional)

Lave muito bem os tomates. Pique cada um em quatro pedaços, no sentido do comprimento, conservando as peles e as sementes. Descasque as cebolas e pique grosseiramente. Pique o alho.
Leve ao fogo uma panela de tamanho suficiente. Coloque o azeite e a cebola.
Refogue um pouco, sem pegar cor. Junte o alho, os tomates cortados, sal, salsa, cebolinha verde e louro.
Deixe cozinhando em fogo medio, com a panela destampada. Nao se preocupe em adicionar agua, porque os tomates soltam muito liquido.
Depois de ferver um pouco, vai começar a se formar uma espuma na superficie. Va removendo com uma escumadeira fina ou com uma concha.
Depois de um cozimento de cerca de 45 minutos, quando os tomates ja estiverem completamente desfeitos, retire do fogo, retire os verdes e passe o restante por uma peneira fina, apertando bem.
Voce devera obter um molho de linda cor vermelha (a maior parte da cor esta na casca, que voce não retirou), só que ainda faltando as incrementações que fará de acordo com o uso. Se quiser "estocar" uma parte, estee é o momento ideal para separar.

Incrementaçõoes:
molho de tomate simples, para servir com spaghetti e parmesão ou usar num prato a parmegiana:
acabe de temperar, usando caldo de galinha em vez do sal e gotas de molho de pimenta.

Para massa al pomodoro e basilico: 0 mesmo molho acima, com pedacinhos de tomate sem pele e sem sementes e com folhas de manjericao cortadas e colocadas no molho na hora de servir.

Para massa à caprese: o molho pomodoro e basilico, acrescido (na hora de misturar com a -massa) de pedacinhos de mozarela de búfala cortada em pedaços medios, de uns 3 cm de lado.

Spaghetti della Nona Bottino: quando o Rodolfo Bottino ainda era só conhecido como bom ator, deu aulas de culinaria no Gourmet. Ensinou o molho de tomate das macarronadas dominicais de sua avó italiana: tudo como o nosso molho classico, mas com o acrescimo de um frango cortado, incluindo as aparas (pes, pescoço etc.). Posso garantir que o resultado é excelente.
Rendimento: Para quatro a seis pessoas.

A BÓIA CAMPEIRA

"bóia" é referência à comida, a refeição, "a hora da bóia".....
Campeira relaciona aos costumes do trabalho campeiro, no campo, na lida com o gado nos extensos Campos de Cima da Serra, ou nas tropeadas com as mulas descendo e subindo a Serra em direção a Torres e Sto Antônio da Patrulha sempre carregadas de mercadorias: charque, erva-mate, farinha, rapadura, cachaça....
Desta origem são inúmeros pratos simples e saborosos e sempre de "grande sustança" necessária a manter a força das pessoas para trabalho junto a uma natureza ao mesmo tempo generosa e hostil.
Feijão preto cozido com charque, linguiças caseiras assadas no formo, carnes diversas feita em panela como o tatu e o matambre recheados, a típica passoca de pinhão com charque desfiado e mais preparos de carnes variadas e doces de origem local compõe o cardápio.
A reunião em uma mesma refeição festiva de toda a culinária regional gerou um evento que se consagrou costume da cidade: A Bóia Campeira, em que a pretexto de apreciar a culinária das fazendas se realiza um grande baile, manifestação do culto às tradições serranas.
Assim o gaúcho serrano retorna a suas origens através da preservação dos costumes alimentares.

Tagliarini com roquefort

500 g de tagliarini
200 g de queijo tipo roquefort
100 g de requeijão cremoso
250 ml de creme de leite
pimenta branca moída na hora
salsa picada

Cozinhar a massa al dente
Cortar o roquefort e acrescentar o requeijão. Aquecer para derreter o queijo
Misturar o creme de leite e a pimenta.
Colocar sobre a massa.
Enfeitar com a salsa picada.

Tipos de massa - TAGLIARINI

Massa longa, fina, formato de fita, indicada com molho de carne assada, molhos cremosos e para gratinar. Apenas com manteiga de excelente qualidade e queijo parmesão ralado resulta na classica “tagliarini al triplo burro”.

Tipos de massas - LINGUINE

Massa longa, grossa, formato achatado com os bordos menores arredondados; indicada com molhos cremosos e para gratinar. Saborosa até com apenas um pouco de manteiga, mas realmente se destaca com o Pesto alla Genovese, com a riqueza do aroma do manjericão, típica erva da região mediterrânea. Se prefere sabores do mar, faça um molho com espinafre, tomate e mexilhões, aromatizado com alho fresco. Se quiser os sabores fortes da cozinha italiana, esta massa casa muito bem com o molho Arrabbiata (tomate, alho, azeite, queijo pecorino e pimenta vermelha).

Tipos de massas - FUSILLI

Massa curta em formato de parafuso; indicada com molhos cremosos especialmente se gratinado; indicada com molhos fortes a base de tomate; acompanha bem carne assada guarnecida com bom parmesão; com molho frio de tomate, alho e manjericão e um queijo tipo ricota pode ser uma entrada fria acompanhando salada verde. Vegetais e atum picadinhos prendem-se às espirais acompanhando um óleo de oliva extra-virgem bem fresco. Também com aspargos e presunto crú, ambos, massa e aspargos, cozidos “al dente”.

Tipos de massas - RIGATONI

Massa curta, grossa, furada; indicada com molhos cremosos especialmente se gratinados; pode ser cozido diretamente em molhos líquidos fortes a base de tomate para que o molho penetre no furo valorizando o sabor; acompanha bem carne assada guarnecida com bom parmesão. Ideal para uma receita como “pasta al forno” com molho de carne e béchamel; também com pimentões doces (bell pepper), abobrinha, berinjela e queijo pecorino.

Penne com molho de sardinha, tomate e cebola roxa

400g de penne;
3 tomates médios maduros, porém firmes;
1 cebola roxa;
2 colheres (de sopa) de cebolinha verde picada em rodelinhas finas;
2 colheres (de sopa) de salsa picada;
50ml de azeite extravirgem;
1 colher (de sobremesa) de suco de limão espremido na hora;
1 dente de alho bem picado;
sal e pimenta-do-reino que bastem;
1 lata de filé de sardinha em óleo

Lave e corte os tomates em cubinhos. Descasque e pique bem a cebola roxa.Numa vasilha misture tomates, cebola, cebolinha, salsa, alho, suco de limão, sal e pimenta-do-reino.
Depois de bem misturado, acrescente os filés de sardinha apenas cortados.
Nesse meio tempo cozinhe a massa de acordo com as instruções do fabricante. Escorra, misture com o molho e sirva imediatamente. Nota: Este é um molho que não vai ao fogo, mas deve ficar na temperatura ambiente. E que deve ser misturado com a massa muito quente. Esta mesma receita pode ser preparada com atum em lata

Tatu Recheado

1 tatu (carne do boi conhecida como lagarto em outras regiões do Brasil, mas no Rio Grande é tatu mesmo!) de mais de 2 kg, com uma boa gordura
alho esmagado
pimenta a seu gosto (pode ser do reino moída na hora, ou uma costaneira de pimenta vermelha da terra fresca e bem picadinha ou mesmo pimenta vermelha moída)
cebolinha verde e salsa
sal
cenouras descascadas e cortadas em rodelas
vinagre branco
1/2 kg de tomates bem maduros picados
1 ovo
2 cebolas grandes
banha de porco ou óleo de cozinha

Limpe o tatu: com uma faquinha retire a pelanca estriada que recobre a carne, mas deixe a parte da gordura.
Com uma faca longa e fina, bem afiada, retire o miolo da carne ao comprido. Vai ficar um tubo com as paredes de mais ou menos 2 cm. Para isso, entre com a faca por uma das pontas da carne e vá com jeito que dá prá fazer sem furar a outra ponta.
Passe a carne retirada pela máquina de moer junto com os temperos (alho, sal, pimenta, salsa e cebolinha).
Misture 1 gema de ovo ou todo o ovo para agregar a massa.
Recheie o tatu com essa preparação e amarre com barbante.
Agora faça um tempero com vinagre e um pouco d'água, sal, alho e cebola bem picada. Numa vazilha inoxidável ou de cerâmica, deixe a carne descansar nesse tempero junto com as cenouras por umas quatro horas.
Depois desse tempo, numa panela de ferro, aqueça a banha ou o óleo e sele a carne até ficar com uma boa cor dourada. Isto é para que cozinhe sem perder os sucos. Se quizer, pode queimar um pouco de açúcar na gordura antes de fritar a carne que dá uma bela cor ao final, mas o açúcar tem que ser bem queimado que ninguém vai querer carne adoçada!
Acrescente o tempero com o líquido e tudo, que cubra a carne pela metade, e os tomates. Se preciso coloque um pouco de água a mais. Tampe a panela e deixe ferver em fogo não muito forte porque a carne tem que cozinhar e amaciar.
Vá virando a carne de vez em quando enquanto o líquido vai secando e os legumes cozinhando até que se desfaçam numa bela cor ferrugem. Se secar antes disso reponha líquido e vá em frente. Ao final tem que restar um 1/2 litro desse molho, para passar na peneira e juntar à carne ao servir.
Sirva em fatias não muito finas com aipim cozido, e feijão, passoca de pinhão e arroz que é quase um "bóia campeira".

Excursão Virtual aos Aparados da Serra - RS

Aspectos geológicos e turísticos Cânions do Itaimbezinho e Fortaleza

O site da CPRM nos propicia uma excursão virtual pelos Aparados da Serra que são um conjunto de cânyons no limite entre o nordeste do Estado do Rio Grande do Sul e o Estado de Santa Catarina.
Vc vê aqui:

http://www.cprm.gov.br/Aparados/index.htm

Bom passeio!

Penne del Oscar

500 gramas de penne ou outra massa curta;
4 colheres (de sopa) de azeite;
1 colher (de sopa) bem cheia de cebola picada fina;
1 dente de alho, sem a pele e cortado ao meio;
6 tomates bem maduros (tomate para salada não serve);
2 latas de atum em óleo ou azeite (geralmente de 170g cada);
um bom punhado de folhas de manjericão; sal e pimenta calabresa em pó, o quanto bastem

Numa panela ou numa frigideira, aqueça o azeite. Coloque o dente de alho, quando dourar, retire.
Junte a cebola bem picada e refogue alguns minutos, sem deixar escurecer.
Junte o tomate picado e o suco obtido. Deixe cozinhar cerca de 15 minutos, em fogo médio, sem tampar. Com uma escumadeira, retire a espuma que vier a se formar.
Tempere com sal e um pouco de pimenta vermelha.
Coloque uma panela, com quatro litros de água para ferver. Quando estiver fervendo bem, acrescente uma colher (de sopa) bem cheia de sal e a massa para cozinhar.
Nesse meio tempo, acrescente um pouco de manjericão ao molho de tomate e o atum escorrido. Não mexa muito para que os pedaços não se desfaçam completamente.
Escorra a massa e vire sobre o molho, misturando delicadamente. Por cima coloque mais um punhado de manjericão e sirva imediatamente.

Penne da Elen

penne
alho poró cortado bem fininho
sálvia fresca
tomates
castanhas do Pará torradas e cortadas em lascas
manteiga
gergelim
azeite extra-virgem

Coloque um pouco de azeite para aquecer e pegue um pedaço de alho poró cortado bem fininho e coloque nesse azeite e refogue um pouco, depois misture sálvia fresca e cortadinha bem miudinha, tomates cortados em cubos e por ultimo 2 punhados de castanhas torradas, reserve. Depois do penne cozido ao dente, passe na manteiga fresca e.aquecida com gergelim, sirva o molho de castanhas por cima, queijo ralado e me chame para saborear, pois é meu molho preferido.....

Massa com Cogumelos

500 gramas de tagliarini ou spaghetti ou linguini;
100 g de panceta ou toucinho defumado picado;
1 colher (de sopa) bem cheia de cebola picada fina;
1 dente de alho;
50 g de cogumelos secos (funghi neri ou shiitake)
200 ml de creme de leite;
200 ml de leite;
sal e pimenta do reino a gosto50 g de queijo parmesão ralado

Molhe os cogumelos com 100 ml de água morna por 10-20 min, depois retire e enxugue apertando na mão. Reserve o líquido e pique os cogumelos bem miúdo.
Numa panela ou numa frigideira, ponha a panceta ou toucinho picado com um pouco de água e leve a fogo brando até que evapore e frite destilando a gordura. Se render pouca, pode acrescentar um pouco de óleo de cozinha.
Coloque o dente de alho, quando dourar, retire.
Junte a cebola bem picada e refogue alguns minutos, sem deixar escurecer.
Junte os cogumelos picados e frite mais um pouco.
Junte a água dos cogumelos, deixe evaporar um pouco e acrescente o leite.
Quando levantar a fervura acrescente o creme de leite. Corrija o sal e a pimenta e reserve quente.
Cozinhe a massa bem al dente, escorra (reserve pelo menos 1 copo da água do cozimento), e vire sobre o molho, misturando delicadamente na frigideira e volte ao fogo brando.Vá misturando e acrescentando o queijo parmesão ralado. Se espessar demais, acrescente um pouco da água do cozimento para obter um molho untuoso.

Linguini ao limão com peito de frango e ervilhas

300g de linguini ou spaghetti;
150g de ervilhas frescas (ou congeladas);
4 colheres (de sopa) de azeite extra-virgem;
2 peitos de frango desossados e sem pele;
1 cebola roxa pequena;
2 dentes de alho inteiros;
1 limão (siciliano, de preferência);
1 colher (de chá) de pimenta-vermelha bem picada;
1 colher (de sopa) de manjericão fresco picado; sal o quanto baste

Corte os peitos de frango em tiras com três a quatro centímetros de comprimento e tempere com sal.
Descasque e corte a cebola também em tiras finas.
Coloque no mínimo dois litros de água para ferver com um pouco de sal. Junte a massa e, quando estiverem faltando três minutos para completar o tempo do cozimento, junte uma colher (de sopa) de raspa de casca de limão e uma colher de café de pimenta-do-reino moída. No último minuto acrescente as ervilhas. Escorra, junte uma colher do azeite e reserve.
Enquanto a massa cozinha, ponha numa frigideira grande o restante do azeite e os dois dentes de alho inteiros; refogue o peito de frango, a pimenta-vermelha e a cebola..
Ao fim do cozimento, retire os dentes de alho e acrescente uma colher (de sopa) do suco de limão e cozinhe por mais um minuto.
Junte a massa cozida à frigideira e também a colher de manjericão picado.
Misture bem e sirva imediatamente.

Música: Os Bertussi

Honeide e Adelar Bertussi são as pessoas mais marcantes da música dos Campos de Cima da Serra. Pioneiros em tudo o que fizeram, seja na pesquisa da melodia e do ritmo local, seja no domínio da técnica musical, da composiçao, da execução instrumental e ainda na divulgação da cultura regional através de excursões que chegaram até o estado do Amazonas muito antes da integração televisiva, deixam sua marca e herdeiros musicais que até os dias de hoje levam suas bandeiras culturais com plena receptividade do povo que os entende apesar dos anos passados, pois tratam de temas do dia-a-dia dessa gente dos campos de Cima da Serra.

Conheça mais sobre eles clicando aqui: http://www.osbertussi.com.br/historia.htm

Queijo Serrano: identidade e cultura nos Campos de Cima da Serra

Muitos são os estudos sobre o queijo serrano, importante tanto sob o ponto de vista da economia rural dos Campos de Cima da Serra quanto pelas características gastronômicas típicas, atualmente foco de importantes estudos e de busca de uma denominação de origem.

Um desses estudos vc encontra aqui:
http://www6.ufrgs.br/pgdr/textos/menasche_08.pdf

Penne sciuè sciuè’

O nome desta receita nos remete ao dialeto e significa algo como a nossa expressão "... rápido .... rápido ...."

300 a 400 g de penne ou outra massa curta;
2 colheres (de sopa) de azeite;
2 dentes de alho;
4 tomates graúdos bem maduros (na falta, use tomate pelado italiano);
1 xícara bem cheia de folhas de manjericão;
1 colher (de sopa) de manteiga;
pimenta vermelha;
sal que baste; parmesão ralado (opcional)

Descasque e pique o alho em lâminas.
Corte o tomate ao meio, no sentido do comprimento, elimine as sementes e corte em “filés” com um centímetro de largura na parte mais larga.
Numa frigideira grande refogue o alho no azeite, junte os filés de tomate e a pimenta, deixe apenas por um minuto e acrescente as penne já cozidas em bastante água com sal e escorridas. Misture bem e retire do fogo.
Na frigideira, acrescente manteiga e sal, misture, prove e corrija, se necessário. Na travessa de servir, acrescente as folhas de manjericão. Sirva o parmesão à parte.

Mensagem de Abertura

Estamos abrindo aqui este blog que pretendemos será uma fonte de informações para as pessoas que queiram visitar nossa região dos Campos de Cima da Serra, assim chamada devido a, apesar de situar-se também na Serra Gaúcha, diferir fundamentalmente nas características geográficas das demais regiões serranas e, como o meio faz o homem, também em muitos e diversos aspectos da cultura dos respectivos habitantes.

De fato, se na região tipicamente conhecida como Serra Gaúcha, onde predominam os vales com suas ricas e variadas paisagens, aqui, nos Campos de Cima da Serra, a visão típica são os campos levemente ondulados do planalto, sempre acima dos 800 m do nível do mar, e os aparados, hoje em dia mais conhecidos como "canyons", ao mesmo tempo deslumbrantes e aterrorizantes.

O tipo humano também difere, pois tendo sido a Serra povoada a partir do século 19 com a chegada de levas de imigrantes que traziam uma cultura estrangeira homogênea de acordo com sua origem, os Campos de Cima da Serra foram lentamente povoados pelos brasileiros, em geral de origem paulista, e portanto portuguesa, que desbravaram os sertões de nossa terra a partir do século 17 na lida do gado e, principalmente, nas tropas de mulas.

Observaremos que as posteriores migrações internas misturaram essas culturas, a que chega influenciando a local que a absorve e em parte a adota. A cultura originária dos Campos de Cima da Serra, no entanto, fica endêmica à região, e somente aqui é encontrada, muito devido ao caráter não migrante do nosso homem.
Abordando os aspectos culturais do lazer e da gastronomia é que pretendemos iniciar esta viagem de apresentação dos nossos Campos de Cima da Serra e da nossa cidade de São Francisco de Paula, por onde começou toda a história.

Passoca de Pinhão

Este é a manifestação gastronômica mais tipicamente regional mas também é uma das menos conhecidas mesmo por aqui.

Mas vamos ao que se precisa

Pinhões: separe de uma boa cozinhada coisa assim como meio quilo de pinhão e descasque. Tem de ser a quente, se não a casca não sai, mas pode usar um desses aparelhinos que são vendidos nas lojas da cidade que facilita. Se não tiver, é com uma faquinha mesmo. Atraque-se!
Charque, de preferência caseiro, não muito gordo, mas também não pode ser seco como uma sola.
Os temperos a gosto, cebola de cabeça, alho, pimenta, salsa e cebolinha verde, essas coisas.
Um pouco de gordura prá refogar.

Com os ingredientes à mão vamos ao trabalho.

Passe os pinhões cozidos e descascados na máquina de moer carne ou processador, mas cuide para não moer demais, vá aos pouquinhos e cuidando que não fique uma pasta.

Cozinhe o charque, dispense a água, e desfie ou passe no pilão se tiver um, fica muito melhor.

Refogue a cebola de cabeça picada, os alhos picados e o que mais quiser prá melhorar o gosto, na gordura quente, só não ponha sal. Pode deixar a cebola mais prá morena do que prá loira, que fica bom.

Agora entre com o charque desfiado e continue refogando.

Quando estiver quase seco o líquido, entre com o pinhão moído. Misture muito bem na panela.

Acrescente a salsa e a cebolinha verde se gostar.

Sirva com um feijão gordo e um arroz branco prá equilibrar os sabores.

E bom apetite!

Spaghetti com queijos serrano e parmesão, pimenta e azeite

500 gramas de spaghetti ou linguini se preferir uma massa mais encorpada
6 colheres (de sopa) de azeite extra virgem
3 colheres de queijo serrano e 3 de parmesão ralados;
pimenta-do-reino moída na hora (pode amassar contra a tábua com a faca);
sal, o quanto baste;

Coloque no fogo uma panela com bastante água. Quando já estiver fervendo bem, coloque o spaghetti e uma boa colherada (sopa) de sal para cozinhar. Escorra a água do cozimento, mas reserve 1 xícara.
Retorne o spaghetti para a panela vazia ainda quente, acrescente o azeite e misture; acrescente o queijo e misture; moa a pimenta por cima e misture; prove o sal e corrija se necessário.
Sirva imediatamente na panela ou passe para uma vasilha de louça pré-aquecida com água quente.
Nota: A água do cozimento que ficou reservada é para ser utilizada caso o spaghetti fique muito seco. Mas, a melhor solução é não escorrer totalmente a água do cozimento.

Massa com molho de atum e tomates

500 g de massa curta (penne, rigatoni ou outra)
1 lata de de atum
350 g de tomates
1 dente de alho
1 colher de alcaparras
Oleo de oliva
salsa
pimenta-do-reino moída na hora (pode amassar contra a tábua com a faca)
sal
Aqueça em uma panela um pouco de óleo com o dente de alho descascado, deixe dourar e retire.

Junte em seguida a polpa de tomate (passada na peneira ou picada grosseiramente.

Cozinhe alguns minutos e junte o atum que desse modo se embeberá do suco e dos vapores.

Mexa, junte as alcaparras (lave se forem muito salgadas) e junte ao fim do cozimento uma boa colherada de salsa picada e uma pitada de pimenta do reino.

Cozinhe em água abundante a massa al dente e coloque no bowl de servir.

Ccondimente com o molho preparado.

Pode-se enriquecer o molho com algumas colheres de ervilhas verdes frescas ou em conserva. Neste caso, passe em manteiga em fogo baixo com sal e pimenta e junte ao molho logo após o atum.

Spaghetti à La Carbonara

(publicada por Hugo Celidôneo, Jornal O Globo, Rio)

Calcule 100 g de spaghetti para cada pessoa e aumente os demais ingredientes na proporção

100 gramas de spaghetti (ou 80 se você não for muito glutão);
1 ovo bem graúdo ou 1 ovo e mais 1 gema;
50 gramas de pancetta ou toucinho defumado magro;
2 colheres (de sopa) de queijo serrano e 2 de parmesão, ralados e misturados;
1/2 colher (de chá) de pimenta-do-reino moída na hora;
sal, o quanto baste (cuidado que a panceta ou toucinho já contém sal);
1 colher (de sobremesa) rasa de manteiga;
1 colher (de sobremesa) de azeite
Corte o toucinho em cubinhos de pouco mais de 1/2 centímetro. Elimine o excesso de gordura substituindo por mais parte magra.

Coloque uma panela com bastante água para ferver. Acrescente sal e a massa.

Numa vasilha onde depois também possa colocar o spaghetti cozido, misture o ovo (e a outra gema se for o caso), 2/3 da mistura de queijo ralado e a pimenta-do-reino. Reserve na temperatura ambiente.

Enquanto o spaghetti estiver cozinhando, numa frigideira derreta a manteiga com o azeite, em fogo médio. Junte o toucinho e deixe cozinhando cerca de 5 minutos, mexendo um pouco. Não deverá ficar crocante, apenas cozido.

Quando a massa estiver cozida “al dente”, escorra e despeje na vasilha com a mistura de ovo. Imediatamente junte o toucinho e parte da gordura e mexa muito bem para misturar tudo. Acrescente o resto do queijo e coma tudo imediatamente porque esta é uma massa que não pode ser reaquecida

Nota: Pode acrescentar uma boa colherada de ervilhas verdes no fim do cozimento da massa e escorrida junto. Alem de ficar gostoso, dá a ilusão de ser mais pobre em colesterol e você se sentirá menos culpado.